

Cansados da mesmice de pegar sempre os mesmos picos, as mesmas ondas, eu, Miguel, Diogo e Silveira resolvemos fazer uma trip para um lugar, que segundo relatos, seria calor, teria boas ondas e visuais de sonho.
Após algumas pesquisas de valores de passagens aéreas, pousadas, aluguel de carros e outros detalhes, resolvemos virar turistas comuns, pois era muito mais barato, praticamente metade do preço. Compramos um pacote turístico com umas dessas operadoras famosas, incluindo aéreo, translado, pousada com café da manhã, piscina e ar condicionado, super luxo. Algo que em geral, nas surf trips não acontece.
O vôo saía de São Paulo, para ser mais econômicos preferimos fazer de carro os
Pausa em Salvador, um pequeno atraso no vôo, algum tempo aguardando dentro de um ônibus na pista do aeroporto, momento de angústia e de maus cheiros. Enfim, após esse episódio desesperador, seguimos viagem e desembarcamos em Ilhéus, cidade histórica baiana já bem próximo de do nosso destino, Itacaré. Mais uma hora de ônibus e chegamos. Tratados como bons turistas, o transporte nos deixou na porta de uma pousada bem simpática, com piscina e tudo mais, lugar alto astral.
Já era fim de tarde, todos muito cansados, demos um tempo nos quartos e logo saímos para jantar e conhecer a cidade. Dormir cedo e acordar cedo eram os combinados dessa viagem, o dia amanhece cedo e queríamos aproveitar cada minuto de surf.
Nos primeiros raios de sol, todos em pé e fomos direto para o pico mais próximo da pousada, para a primeira queda nas águas baianas. Praia da Tiririca, curta faixa de areia, entre costões de pedras, do outside pode-se visualizar os picos vizinhos, os quais naquelas condições não quebravam de forma ideal. Pegamos
Uma longa procura e várias negociações depois, conseguimos um Uno verde, que chamávamos carinhosamente de Uno Rover, imaginem porque? Começamos então a ficar descolados na cidade, o Silveira já tinha estado ali já fazia alguns anos e serviu como um guia ou quase isso, deu boas dicas e algumas furadas também. Diversão em alto estilo marcou a barca. Havia uma previsão de um swell mais forte para os próximos dias, fomos então verificando quais seriam as praias visitadas e que pudessem oferecer as melhores condições de surf. Partimos em seguida para a primeira mini-expedição, uns
O ritmo de vida da cidade gira em torno do ecoturismo, todos acordam muito cedo para aproveitar ao máximo o dia. Nós fazíamos exatamente o mesmo acordando ao amanhecer e surfando o dia todo, às 20 hs estávamos todos quebrados, mas com o astral mais zen possível, ligados e integrados totalmente com a natureza num estilo de vida baiano. Vida calma, pacata. Os dias seguiram rapidamente, com vários momentos mágicos, lembro-me nitidamente do pôr-do-sol de Itacaré na praia do Pontal, fim de tarde vermelho com a cidadezinha ao fundo, e eu e meus amigos curtindo a praia deserta, quase sem fim.
Outro programa marcante foi a visita à Prainha, saindo da pousada caminha-se por uns quinze minutos por uma estradinha, passando pelas praias do Tiririca e do Rezende, só então entra-se numa exuberante mata-atlântica, andando num ambiente puro e natural, com vários pássaros, um pouco de lama e muita fissura para encontrar uma bela praia recheada com ondas perfeitas. Chegando no pico, água verde, meia dúzia de turistas (estes em geral hospedados em um hotel que fica logo após a linha de coqueiros e restinga) e muitas ondas. As ondas quebravam em média com
Cada dia, desbravávamos um pico diferente, que era programado conforme os ventos e a direção do swell. Chegou o dia de ir para a Praia de Jeribucaçú, até o nome assusta. Esta é umas das praias mais isoladas do município. O caminho até lá é longo,
No dia seguinte teve mais, mais onda, mais sol, mais surf. Voltamos para Engenhoca o swell era perfeito para o pico. Séries com até
Faltava mais uma praia apenas, e é lá que fomos, Praia de Itacarezinho, o mar baixou significativamente e o vento aumentou a intensidade. Chegamos cedo na praia, praia fechada, mas que pagando uma taxa entra-se com o carro. O estacionamento fica a uns
Nossa viagem estava chegando ao fim, foram 7 dias de muito sol, surf, águas verdes, mata atlântica, amizade, novos horizontes, enfim uma surf trip completa em território nacional. Muitas rizadas, descontração, companheirismo e surf na veia, registraram a trip na mente de cada um dos participantes. Não vejo a hora de voltar, Itacaré é show!!!


