sábado, 17 de abril de 2010

IIº Encontro Catarinense de Land Rover



Acontecerá nos dias 25 e 26 de setembro no município de Urubici na Serra Catarinense o IIº Encontro Catarinense de Land Rover.

O Encontro é uma iniciativa de proprietários e amantes da marca e tem como principal objetivo reunir e confraternizar com “landeiros” de todo o estado e também de outros locais do Brasil.

A programação visa à total integração dos participantes, contendo passeios pelas belas paisagens e pontos turísticos da região, refeições em restaurantes locais e também um jantar para que todos possam contar suas histórias e experiências com o lendário veículo 4x4. Será realizado um sorteio de equipamentos e outros brindes.

A participação é gratuita, porém, é necessário ser proprietário de um veículo Land Rover. Hospedagem, refeições e outros gastos ficam por conta do participante.

O evento conta com o patrocínio de www.africa4x4.com.br , www.armazen4x4.com.br e apoio www.solparagliders.com.br , www.residencialangelin.com.br , www.jorgealbertogomez.com.br .

Informações e inscrições podem ser feitas pelo e-mail: mauguara@hotmail.com ou pelo telefone 47 9606-4422.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

JURÉIA – flat num dia, no outro....




Sexta-feira, 5 hs da manhã, eu e Daniel Spinelli, amigo de várias roubadas, chefe de várias empreitadas, partindo apenas para mais umas delas! BR-116 sentido litoral sul de São Paulo, parati branca, socada de equipamentos ( barracas, lonas, alimentos, pranchas), e uma certeza, muita diversão e surf com amigos.
Amigos?Sim, amigos! No mesmo dia no período noturno chegaria um ônibus com vários surfistas amigos e parceiros comerciais. Voltando à parati, 3 hs aproximadamente em uma estrada perigosa, com muitas curvas, caminhões, buracos e tudo mais que uma 116 oferece aos seus usuários. Mais 1h30 min em uma estradinha de terra com apenas 30 km e pronto chegamos! Praia da Barra do Una, Estação Ecológica Juréia-Itatins, um paraíso com Mata Atlântica intocada, praias desertas e quase nenhuma estrutura. Muitas restrições quanto à visitação do local, mas nenhuma quanto à principal atividade de interesse, o surf.
Restrição ao surf por parte da Estação não tinha, mas por parte de Netuno, tinha todas. O mar estava totalmente flat. O que vamos fazer quando a galera chegar, estão todos vindo apenas para curtir as ondas e a natureza do local, essa era a pergunta do momento. Frescobol, corrida, trekking, conhecer o mangue, seriam algumas das opções.
Trabalhamos duro na montagem da estrutura, 12 barracas devidamente erguidas na base de uma montanha, em frente a uma restinga intacta que separava o camping da praia e do velho amigo Mar. Sem surf, ficamos um pouco desanimados.
22 hs: para encontrar o ônibus que chagava tendo como guia o Laranja, mais buraqueira na estradinha e chegamos na cidade mais próxima para aguardar. Começa a ventar muito, muito mesmo, um vento sul com uns 40 nós ou mais, balançando o carro estacionado na beira-mar. Procuramos um abrigo para o carro, pois além do vento forte, também começava a chover intensamente.Concrete Blonde era a trilha sonora do momento, adrenalina correndo solta, nem pensamos no que podia se transformar o mar, mas sim no que podia se transformar o nosso querido acampamento.
2 hs da manhã chega o ônibus, comunicação rápida com o Laras e vamos enfrentar a tal estradinha, agora completamente alagada e cheia de atoleiros devido uma verdadeira tempestade. Parati guerreira!! Quase apagou na travessia de um riacho alagado, entrou água pelas borrachas da porta molhando um pouco no seu interior, enfrentou as lamas e dificuldades de um caminho no meio da Mata e chegou com dificuldade ao acampamento.
O acampamento!!! Estava inacreditavelmente tudo no seu devido lugar, barracas com o interior seco, apenas uma lona de área comum tinha soltado as cordas, mas estava tudo sobre controle.Ufa! Era início do mês de maio, quando amanheceu, um ar gelado, sem vento algum, com um céu azul sem nenhuma nuvem, o dia estava lindo não dava pra acreditar que havia à poucas horas uma tempestade tão forte. Quando acordei, primeiro sentido que me chamou atenção foi a audição, o barulho das ondas estava realmente alto.
Saindo da barraca subi numa pedra junto com outros integrantes da trip, para poder observar lá de cima como estariam as condições de surf para o fim de semana. As condições estavam gigantes, séries com 10 pés plus arrebentavam perfeitas em um mar de tom marrom devido a saída do Rio Una e do tipo de sedimento da praia, essas séries quebravam muito longe da costa, tendo 4 ou 5 arrebentações, a espumeira das ondas deixava tudo branco. Havia também uma correnteza forte, o que fez com que todos fossemos andando até uma outra praia próxima, a Desertinha.
Marco Kamers, Daniel Spinelli, Rodrigo (Vaco), Emerson ( HB), Laranja, eu e vários outros, iniciamos a longa remada no meio da espuma, arrebentação além de estar muito longa, estava também muito forte com séries intermediárias com 5-6 pés. A forte corrente rapidamente arrastou todos ao longo de um costão rochoso para a próxima praia, Caramborê, e rapidamente para a praia da Barra do Una, onde estávamos acampados. Uma série enorme varreu quase todos restando no mar apenas o Vaco e o Laras, este último foi o único que conseguiu chegar lá fora com sua Body Board, Vaco foi logo pego por outra série com tamanho entorno de 2 metros e cuspido pra fora como os outros. Tudo isto estava sendo muito bem registrado pelo Fabiano Sheroden em cima de um dos costões.
O clima no momento era de adrenalina, medo e ansiedade. Todos queriam ver o Laranja dropar uma daquelas morras lá de fora. Foi o que ele fez, pegou uma enorme e todos comemoraram e aplaudiram, ele não conseguiu voltar lá pra fora e saiu do mar.Estavam impressionados com o tamanho e a força do mar, sinceramente acredito que foi um dos maiores que já vi.
No decorrer do final de semana, um ambiente amigo, um contato intenso com a natureza, a presença de vários bons surfistas, o espírito aloha presente em todos, totalmente contagiante. O mar foi gradativamente baixando, tendo assim condições de surf no domingo. Um metrão com séries maiores, todos ainda um pouco assustados com o fenômeno do dia anterior. Fizemos a cabeça, todos se deram bem, surfando longas ondas, um pouco balançadas, abriam para os dois lados até o inside, um pouco de correnteza ainda estava presente, mas totalmente sob controle. Na saída de lá, no fim de tarde, a vontade de ficar mais um dia, pois sabíamos que aquelas ondas iriam quebrar perfeitas e sozinhas durante o fim desse swell monstro que atigiu todo o litoral brasileiro. No retorno, muitas histórias, muitas lembranças, muita expectativa para ver as fotos, muita amizade e alto astral dessas pessoas que sabem curtem a vida ao extremo. Agradeço a participação de todos que contribuíram de alguma forma para esse experiência fantástica e à Netuno que mostrou toda a força e imponência do oceano!