
Conforme alguns planos com os amigos, iríamos fazer mais uma trip gringa, pra onde? Ficamos na dúvida entre Equador e Panamá, mas a dúvida durou pouco quando comparamos algumas informações sobre os dois países, no Panamá, janeiro seria a época ideal para surfar os picos do Caribe! Tudo certo então, Panamá seria o destino!Pra mim, uma grande satisfação estar novamente na América Central com los hermanos.
Desembarque tumultuado no Aeroporto Internacional do Panamá, um agito, quase perdemos uma das malas. Pegamos um táxi para um hotel para então no dia seguinte pegar um vôo doméstico para Bocas Del Toro, fomos checar a possibilidade logo cedo, surpresa, tinham apenas dois lugares e ainda por cima não cabiam minhas longboards, pois eram aeronaves de pequeno porte.O jeito? Alugar um carro e partir explorando o vasto litoral!
Após umas cinco horas pelo louco trânsito do país, chegamos à uma praia alucinante banhada pelo Oceano Pacífico, que para infelicidade se encontrava mais que pacífico, estava com 1 ou 2 pés, eram ondinhas muito lisas e muito bem formadas, excelentes para manobras clássicas, 9’6” na água, primeira queda depois de longas horas de viagem, um alívio.O visual de Playa Venao era simplesmente lindo.
Noite de estrelas, com temperatura amena, silêncio absoluto, um dos melhores “sonos” da vida. Acordamos muito cedo, checamos a condição, uma negação, as ondinhas haviam sumido, sumimos também. Próxima parada seria “la ola mays famosa da Central América”, Santa Catalina!
Várias horas pelas estradas precárias do belo e pobre país, e chegamos à um pequeno vilarejo, este, apresentava realmente o mínimo de estrutura para turistas. Mas como a pressa para “mirar la ola” era grande, logo descolamos uma pousadinha, de frente para o pico. Mesmo não sendo a melhor época de ondulações para esta região, algo nos dizia que seriam dias especiais. Já instalados, fomos dar a queda com um surfista local que conhecemos na pousada, o cara deu todas as dicas e caímos juntos, as ondas apresentavam cerca de 3 pés nas séries, uma qualidade impressionante, uma direita realmente de sonho, com um pôr-do-sol indescritível. A onda quebra a cerca de 300 metros da costa, o que faz com que você tenha que caminhar um pouco em pedras vulcânicas, machuca um pouco o pé, é bom calçar uma botinha de neoprene com uma boa sola, após essa breve caminhada pelas pedras é hora de remar, a remada é tranqüila, através de um canal chega-se ao out side com facilidade.
À noite uma pizzaria de um Italiano é a melhor pedida, vídeos de surf, revistas especializadas, toda a galera contando as histórias do dia, mesa de pebolim e uma das melhores pizzas que já comi. A condição das ondulações piorou no decorrer dos 4 dias que permanecemos nesse “pueblo”, como já havíamos visto, estava para entrar um bom swell no Atlântico, os boatos rolavam soltos e decidimos partir. A viagem seria de aproximadamente 8 horas pelas “carreteras muy malo”.
Estávamos muito animados, pois só ouvimos falar bem dos picos do caribe, vimos algumas fotos que pareciam Pipeline, claro guardada as devidas proporções.Enfim a expectativa era muito boa! A viagem de carro foi muito interessante, pois saímos do Pacífico subimos uma grande cadeia de montanhas com um visual fantástico, floresta densa, com certeza primária, praticamente inexplorada, muito preservada. Indicava que estávamos no caminho certa de muitas belezas naturais e é claro de muitas ondas!!

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