
A vontade de conhecer a famosa Serra Catarinense já vinha de tempos. Um lugar perto, famoso pela sua magnitude, cidades hospitaleiras e com muito frio. Em busca de tudo isso é que iríamos. Programamos a data conforme a previsão do tempo, para garantir que estaria o frio e que pudéssemos ver tudo branco, seja de neve ou de geada.
Saímos do litoral, mais precisamente da bela Praia de Mariscal no município de Bombinhas-SC, bem cedo, mesmo no litoral o ar estava gelado, o que nos deixava certos de que seriam dias clássicos na Serra. Saindo da península de Porto Belo, pegamos a BR-101 sentido sul, um pouco depois de passar pelo trânsito intenso da Grande Florianópolis, entramos na BR-282 sentido interior do estado. A BR-282, é bastante tortuosa e em vários trechos se apresenta com bastante trânsito, mas é nessa mesma estrada que começamos a visualizar a cadeia de montanhas da Serra Geral, o quanto mais nos afastávamos do litoral, ganhávamos altitude e conseqüentemente o frio aumentava.
Após rodarmos cerca de
Nos hospedamos numa simpática pousadinha, a qual é a própria casa da dona, com um delicioso café da manhã ao lado de um antigo fogão à lenha. Após o almoço fomos em direção ao primeiro ponto que queríamos conhecer, a Serra do Corvo Branco, localizada à
Neste primeiro dia já gostamos muito do lugar, da cidade e das pessoas com quem conversamos, à noite fomos comer um pizza, na pizzaria haviam diversas fotos da região, fotos de várias nevascas, fortes geadas e pontos turísticos. A pizza estava muito boa, a temperatura ambiente era muito agradável, com as chamas da lareira no centro do salão e com o grande forno a lenha, sendo que a temperatura externa na faixa dos 2 graus. Já na pousada um bom banho quente e lençóis térmicos fizeram da noite uma bela noite de sono e de reposição de energias.
Acordamos com o termômetro marcando 0, sensação térmica provavelmente negativa, pois o ar era muito gelado. O café da manhã bem caseiro com excelente pães e doces e o bom papo do casal donos da pousada fez com que o ambiente ficasse aquecido.Nesta conversa descobrimos que o Morro da Igreja estava com acesso interditado pois a estrada havia desabado, também nos informaram que havia um acesso por trilha através das fazendas, mas que o caminho era ruim e não muito fácil de achar. Resolvemos buscar mais informações na Secretária Municipal de Turismo, fomos muito bem atendidos, o atendente nos apresentou diversas fotos e nos passou muitas informações, inclusive históricas e geográficas da região, impressionante o conhecimento e o excelente atendimento prestado.
Agora era só seguir as orientações e tentar localizar o início deste acesso restrito ao Morro da Igreja, seguimos por uma estradinha estreita com bastante barro até uma casa onde morava a D. Maria, foi ela que nos passou todas as dicas para a trilha. Lembrando que esse acesso só pode ser feito com um bom veículo 4x4, no nosso caso uma Land Rover Defender 110 nos daria com toda a certeza a segurança e a disposição para enfrentarmos os terrenos difíceis. Iniciamos a trilha, mas infelizmente pegamos uma virada errada, encontramos uma mulher e sua filha caminhando no meio de um pasto todo branco pela forte geada, e pedimos informação, ela nos orientou, aproveitamos demos uma carona, ela estava indo tirar leite das vacas naquela manhã fria do mês de julho. Já no caminho certo subimos a Serra dos Bitus, nome dado devido aos Bitus, um povo que mora em um vilarejo de cerca de 5 casas, onde vivem praticamente isoladas algumas famílias, as crianças com pele num tom de bronzeado e olhos azuis ficaram radiantes com nossa presença. Subimos, a subida nos dava um visual lindo naquela manhã ensolarada, onde o sol se erguia preguisoço e começava a derreter a densa geada nos campos da região. A subida era íngreme, escorregadia e nos levava à um caminho por dentro de fazendas, com algumas poças d’água ainda congeladas íamos cortando pastos, e capões com diversas araucárias centenárias, cachoeiras. Porteiras e mais porteiras, muitos cavalos, vacas e outros animais. Um pouco de lama, pedras pra dar um pouco mais de emoção ao caminho.
Saindo da trilha seguimos por asfalto, aliás com gelo no asfalto em pleno meio-dia, até o ponto turístico mais famoso da Serra Catarinense, o Morro da Igreja, onde localiza-se a base do Sindacta II, que faz o controle do trafego aéreo da região sul. Estávamos agora à mais de
Voltamos para a cidade, mais cerca de
Nossa segunda noite na cidade fomos a um restaurante muito charmoso no qual nos deliciamos com uma típica sopa de capeletti, repondo assim as energias para que no dia seguinte seguíssemos a viagem para outra cidade da Serra.
Acordamos cedo e novamente o termômetro marcava 0. Um belo café da manhã aquecidos pelo fogão à lenha fez a nossa despedida dos simpáticos e hospitaleiros donos da hospedaria. Seguimos pela tortuosa SC-430, até a fria cidade de São Joaquim, na qual conhecemos o centro e subimos até o morro das antenas para ver a cidade de cima. Resolvemos pegar a estrada novamente e desta vez a própria estrada era a atração, a SC-438, cortando a famosa Serra do Rio do Rastro. Uma breve parada no mirante, com uma visão imponente de boa parte do estado, pois o dia estava muito limpo, com o céu muito azul. Descendo a estrada, pode-se sentir o cheiro do mato, a cada curva o visual impressionava, muito bem sinalizada para evitar acidentes pois ao mesmo tempo que é bela é também muito perigosa pelas suas curvas acentuadas. Essa estrada nos levou à Lauro Muller, cidade simpática localizada na base da Serra Geral, seguimos por asfalto até Rio Fortuna passando por Braço do Norte. Pegamos então uma estrada de chão, com bastante poeira e paisagens rurais lindas e por aproximadamente
Já na BR-282, uma parada breve para abastecer, a viagem estava próximo do final, paramos também

Aí grande Maurício.....daqui há alguns dias....a pedalada será nervosa nessa região....prepare aí a magrela....Abraços
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